Nexus

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When happiness resides in the distant past, a constant quest to preserve its memory arises. Habits and customs are maintained, conversations are recalled, and what remains is tended to. This persistence is an act of resistance: a refusal to let time erase what shaped a life. This project follows my father in his attempt to keep the past present. Every daily gesture—tidying, repairing, cultivating, preserving—is more than mere practice; it is a form of tribute. The house and the fields serve as both setting and testament—a testament to dedication, care, and love. Repetition ceases to be routine and instead asserts itself as resistance against oblivion. In this daily care lies the affirmation that nothing is truly lost as long as it is remembered.
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Quando a felicidade habita num passado distante, nasce a procura constante de preservar a sua memória. Mantêm-se hábitos e costumes, evocam-se conversas, cuida-se do que restou. Essa insistência é um gesto de resistência: a recusa em deixar que o tempo apague o que moldou uma vida. Este projeto acompanha o meu pai numa tentativa de manter o passado presente. Cada gesto quotidiano — o arrumar, o reparar, o cultivar, o conservar — é mais do que prática: é uma forma de homenagem. A casa e os campos servem tanto de cenário, como de testemunho. Testemunho da dedicação, do cuidado e do amor. A repetição deixa de ser rotina, para afirmar-se como resistência contra o esquecimento. No cuidado diário está a afirmação de que nada se perde verdadeiramente enquanto for lembrado.

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